quarta-feira, 23 de maio de 2012

Danzamérica 2012

Flamenco em Danzamérica 2012


Convido a todos os companheiros e maestros a prestigiar um dos mais importantes concursos de dança - Festival Danzamérica 2012  - que acontecerá de 01 a 14 outubro, em Córdoba - Argentina.  Com muitíssima honra que aceitei o convite em participar como jurada honorária e ministrante de um curso de especialização de Dança Flamenca para Maestros, por onde já passaram grandes nomes do flamenco mundial como Belén Maya, La China, Sebastián Sanchez etc.


Informações:   http://www.danzamerica.org 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Espetáculo Noite da Andaluzia


Francine La Rubi




Noite da Andaluzia, um espetáculo alegre, criativo, de grande carga emotiva e com um trabalho coreográfico diversificado. O Grupo aborda com muita autenticidade os principais ritmos do Flamenco, dando destaque aqueles conhecidos como “cantes festeros”, assim como, Bulerías, Alegrías, Tangos e Sevillanas. 

Próximas datas:
22 de março (Quinta - feira) - Francine La Rubi e Campana Flamenca
19 de abril (Quinta - feira) - Francine La Rubi e Campana Flamenca
17 de maio (Quinta - feira) - Francine La Rubi e convidadas: Andressa Porto e Campana Flamenca
14 de junho (Quinta - feira) - Andressa Porto e Campana Flamenca
19 de julho (Quinta - feira) - Francine La Rubi e convidadas

21 hs
Ingresso: R$ 15,00 + Consumação: R$ 20,00 
Reservas:
Local: Templo do Oriente
Rua Cel. Bordini 92  – Bairro Moinhos de Vento  – Porto Alegre.
51-33256138/ 30620606 ou cafe@templodooriente.com.br

Francine La Rubi
Francine La Rubi
Francine La Rubi






segunda-feira, 14 de maio de 2012

Programa Bibo Nunes

Francine La Rubi e Andressa Porto estiveram no Programa Bibo Nunes falando sobre a 3.a Edição do Projeto Noite Da Andaluzia e a Dança Flamenca.





quarta-feira, 9 de maio de 2012

Show Flamenco no Centro Espanhol


"Mucho Arte Flamenco"  no dia 1.o de maio no Centro Espanhol com Francine La Rubi e Andressa Porto.






terça-feira, 1 de maio de 2012

Feira Flamenca

A primeira Feira Flamenca do Brasil está em sua quarta edição e será realizada nos dias 05 e 06 de maio de 2012, no Clube Paineiras do Morumby (SP), das 10h às 21h, com várias atividades como workshop internacional e oficinas nacionais de Flamenco, stands de produtos flamencos e comidas típicas, debate, palestra e tablao da Feira Flamenca.






terça-feira, 27 de março de 2012

FLAMENCO E SAÚDE. BENEFÍCIOS DA DANÇA FLAMENCA

A prática da dança flamenca proporciona muitos benefícios para aqueles que a praticam, seja profissionalmente ou como um aprendiz. Os exercícios ensinados melhoram a musculatura e a tonificação. E os exercícios aeróbicos estimulam a respiração e a liberar o stress do dia a dia.

A conscientização postural e a dança
É fundamental manter a postura ereta durante a execução dos exercícios e no momento de desenvolver as coreografias. Mantendo a extensão do tronco, levemente o encaixe da coluna lombar, depressão dos ombros, adução e depressão das escápulas. Todo este trabalho corporal pode ajudar o aluno a corrigir problemas posturais.

Trabalhe sua concentração
Concentrem-se nos movimentos cada vez que você executa os exercícios, para que não os faça impropriamente. Supere suas dificuldades tanto motoras como as de resistência muscular usando juntamente com a concentração a respiração.

Uma ótima maneira de liberar o stress
As vantagens de dançar flamenco superam ao físico, auxilia a desbloquear emoções, liberar as tensões e o stress do cotidiano. Pode ser praticada em qualquer idade e é uma dança marcante que trabalha a autoconfiança e a desinibição.


A dança Flamenca melhora seu equilíbrio e coordenação
A prática constante da dança flamenca ajuda a melhorar o seu equilíbrio, a coordenação e o fortalecimento muscular.


Exercícios sem sofrimento
Muitas pessoas simplesmente não podem nem pensar na rotina de uma academia de musculação, muito menos no esforço físico para ganhar músculos. Flamenco é uma dança de exercícios aeróbicos, de forte intensidade, que fornece tônus e fortalece os músculos de uma maneira divertida.

Use a respiração ao seu favor
Durante o aprendizado e execução dos exercícios respire profundamente, isto vai lhe auxiliar e potencializar o seu rendimento, aumentando sua capacidade de resistência muscular a cada aula.

Melhore o seu condicionamento físico
Praticado regularmente, o Flamenco pode aumentar a eficiência da circulação e tonificar os músculos flácidos. Você poderá sentir o organismo se fortalecer e os níveis de estresse diminuir. Perceberá que a postura, a coordenação motora e o equilíbrio melhoram, propiciando uma sensação de autoconfiança.

Desenvolva a sua musicalidade
Aprenda a se movimentar junto com a música, acompanhando os ritmos da dança flamenca com o sapateado, palmas, giros, deslocamentos, movimento dos braços, cabeça e mãos. Use o seu corpo como um instrumento de música.

O flamenco visto como uma Arte universal
É importante lembrar que o flamenco é um estilo musical e um tipo de dança A cultura do flamenco está associada principalmente à Andaluzia na Espanha. Com o passar dos anos, o flamenco, vem tornando-se uma Arte universal e que está ao alcance de todos.

O Lado terapêutico do flamenco
O flamenco sendo uma arte valente, expressada tanto com a dança, o cante e o toque, pode provocar nos artistas uma força com alta carga energética, que os transportam a um estado espiritual. Sendo isto verdade ou não, é um sentimento positivo que esta arte deixa dentro de nós e nos auxilia a viver mais felizes e com mais força interior.

Escrito por: Francine La Rubi (Professora e bailaora de flamenco)

segunda-feira, 26 de março de 2012

Palos


Ritmos do Flamenco


ACEITUNERAS:

Cante andaluz muito antigo usado na colheita de azeitonas.

ALBOREÁ:

Cante Flamenco. Pertence ao grupo dos cantes influenciados pela Soleá. Comum nos casamentos de ritual “gitano”, com letras dedicadas a exaltar a virgindade da noiva, a virtude feminina mais cuidada.
http://www.youtube.com/watch?v=kykJ3JrFA58

ALEGRÍAS:

Cante e baile flamencos de compasso misto. Próprio de Cádiz. São toques por Alegrias: Caracoles, Romeras, Cantiñas, Rosas, Mirabás. É a mais difícil e genuína de todas as danças andaluzas.
http://www.youtube.com/watch?v=xxfwm9N1L_4&feature=related

ARRIERAS:

Cante de acompanhamento ao trabalho no campo. Tem grande semelhança com a tona e se canta também sem acompanhamento.

BAMBERAS:

Cante de origem puramente campestre, que não tem compasso, que se canta sem guitarra e não se baila. Sua copla é de quatro versos octasílabos, ainda que algumas vezes segue um esquema diferente. É um estilo folclórico aflamencado.
http://www.youtube.com/watch?v=9AboTlXzP18

BANDOLÁS:

Fandango abandolao próprio da serra malagueña e uma das mais antigas que se conhecem. Seu nome poderia proceder do instrumento com o qual é acompanhada, o bandolim.

BULERÍAS:

Cante e baile flamencos de compasso misto e ritmo vivo. Admite todo tipo de improvisação É o estilo mais flexível, rítmico e vibrante em todo o flamenco, mas é um dos bailes mais difíceis de dominar, porque é essencial ter muita graça e ritmo.
http://www.youtube.com/watch?v=zc2TH0vkCcM&feature=related

CABALES :

Estilo especial de arremate das seguiriyas com coplas de quatro versos octasílabos, sobre tons maiores.

CALESERA:

Cante atribuído aos condutores de carruagens.

CAMPANILLEROS:

Único cante que se pode cantar em coro. Sua copla é de 6 versos. É um cante aflamencado que se originou de canções religiosas andaluzas que eram entoadas no Rosário de la Aurora.

CANASTERAS:

Este cante é uma criação de Camarón de La Isla e de Paco de Lucía. É um cante novo, recém inventado, parecido com a estrutura dos fandangos, mas não se confirmou entre os cantes, sobrando apenas duas gravações como referência.

CANTES DE IDA Y VUELTA:

Expressão que designa o conjunto de estilos aflamencados, em especial em Cádiz e Málaga, procedentes do folclore hispano americano. Também fazem parte deste grupo a Milonga, a Vidalita, a Rumba, a Colombiana e a Guajira. A expressão “Ida y Vuelta” surgiu devido a uma crença antiga de que estes estilos chegaram à America pelos emigrantes espanhóis, na época das grandes navegações. Na America teriam sofrido variações e com o regresso à Espanha ganharam características mais próximas às suas expressões atuais. Hoje, acredita-se que seu surgimento é exclusivamente proveniente do Novo Mundo (América).

CANTIÑAS:

Cantes próprios de Cádiz, de compasso misto, rápido e alegre, entre os quais se destacam: As próprias Cantiñas, Caracoles, Mirabrás, Alegrias, e Romeras.

CAÑA:

Também muito ligadas às Soleares, é uma das formas mais antigas do Flamenco, e uma das mais puras e bonitas. Cante duro, forte, triste e melancólico. Difícil de cantar e não é bailado.

CARACOLES:

Cante de origem andaluz aflamencado do grupo das Cantiñas de Cádiz. É um baile mais adequado para a mulher por ter muitos movimentos ondulados.
http://www.youtube.com/watch?v=NX7YiBX8P8Qwww.youtube.com/watch

CARCELERAS:

Cante gitano primitivo do grupo das Tonás. É interpretada sem guitarra (a palo seco). A copla é de quatro versos octossílabos. É um cante desolado, patético que evoca o tema carcerário.

CARTAGENERA:

Cante flamenco do grupo dos Cantes de Levante, de execução livre. Não se baila e é o mais moderno dos cantes de Levante.

CHUFLAS:

Cante típico e genuinamente gaditano, das bagunças da rua, das festas populares, usadas para dar humor aos contratempos do povo, Tem tom engraçado em suas letras.

COLOMBIANAS:

Cante flamenco do grupo dos Cantes de Ida Y Vuelta. Seu compasso tem influencias da guajira e da rumba cubana.

CORRIDOS GITANOS:

Modalidade mais antiga que deu origem as Tonás. É um cante sem acompanhamento musical, que procede dos romances populares andaluzes.

DEBLA:

Cante misterioso de invocação, sem acompanhamento de guitarra. Canção popular andaluza.

FANDANGO:

Cante flamenco procedente do folclore, sem compasso fixo, que fazem com que o guitarrista tenha que seguir bem de perto o cantor, com muitas formas e variações como os Fandangos de Huelva, Fandangos de Lucena y de Cabra, Fandangos Mineros e Fandanguillo, em toda Andaluzia. Cante chico.
http://www.youtube.com/watch?v=kKWO75WyUPcwww.youtube.com/watch

FARRUCA:

É um toque que chega ao flamenco procedente da Galícia, do folclore galego, que utiliza a estrutura do tanguillo e que se executa sobre os tons menores. Alguns autores o consideram um dos Cantes de Ida Y Vuelta. Uma espetacular forma de dança, originalmente masculina. Uma das mais recentes formas no flamenco. Nunca é cantada quando tocada no idioma flamenco puro. Como dança ou solo de guitarra, é uma peça muito dramática. No baile, sobressai o sapateado, colocando a prova o virtuosismo de muitos bailaores.
http://www.youtube.com/watch?v=3ozQN7nI0OU

GARROTÍN:

Cante de origem folclórico, incerto, que se aflamencou. É um baile de gitanos, não andaluz que foi incluído no repertório flamenco. É um cante festeiro que tem alguma semelhança com o ritmo dos tangos flamencos. Suas letras são ingênuas e superficiais, destacando o uso repetido do refrão que é cantado incessantemente.
http://www.youtube.com/watch?v=GnzQo-PaCHo

GRANAÍNA:

Cante de Levante a partir do aflamencamento de um fandango regional. De execução livre, é costume arrematá-lo com a Media Granaína. Suas letras tem uma excessiva carga sentimental e sua música se apóia na ornamentação.

GUAJIRA:

Cante aflamencado com influência do folclore e ritmos cubano, pertence ao grupo dos Cantes de Ida Y Vuelta. Na década de trinta e quarenta estiveram muito na moda e acompanhavam um baile de mesmo nome, hoje desaparecido. A temática de suas letras é de ambiente cubano, geralmente de forma superficial. Ritmo alegre semelhante a outros aspectos do flamenco influenciados pelo Novo Mundo.

JABEGOTES:

Também conhecido como cante das cinzas, é um cante abandolao, próprio da costa marinha. Está quase em desuso.

JABERA:

Cante flamenco do grupo dos Cantes Abandolaos (Cantes de Málaga). Pode-se enquadrar este cante ao grupo dos fandangos malagueños, que se cantam sem compás, dando ao intérprete a máxima possibilidade de recorrer a todos os floreios e ornamentações vocais, o que exige dele o seu máximo para executá-lo.

JALEO:

É a bulería praticada em Extremadura, com ritmos monótono e bailáveis. Foi muito utilizada por muitos guitarristas para seus concertos.

LEVANTICA:

Modalidade de taranta tipicamente cartagenera, que tem uma caída em tons menores. Foi exaltada pela voz peculiar de Pencho Cros.

LIVIANAS:

Cante flamenco do grupo das seguiriyas. Com temas campestres, apareceu no ambiente flamenco em meados do séc. XIX, e seu canto era feito sem o acompanhamento de guitarra.

LORQUEÑAS:

Na realidade não se trata de um “palo” propriamente dito, pois a lorqueña se apóia, em geral, na bulería. Compostas por Federico García Lorca, essas canções aflamencadas foram interpretadas por La Argentinita, com muita repercussão a copla denominada “Em El Café de Chinitas”.

MALAGUEÑAS:

Cante flamenco livre próprio da região de Málaga, sem compasso específico, interpretada e não dançada, descendente da família dos Fandangos Grandes. Cante muito compassado, melodioso e solene.
http://www.youtube.com/watch?v=v496vBwbfhk

MARIANAS:

Cante flamenco que se origina do aflamencamento de uma canção folclórica andaluza. Compasso semelhante ao dos Tientos. Não se baila.

MARTINETE:

Cante flamenco do grupo das Tonás (a palo seco). Cante livre, sem compás, de um lamento tristíssimo, cantada pelos ciganos no forge, que pode levar o acompanhamento de ” yunque y martillo” (bigorna e martelo). A música soa como se o único instrumento fosse o martelo acompanhando o cantor.
http://www.youtube.com/watch?v=W414clOKWhE

MEDIA GRANAÍNA:

Pertence ao grupo dos cantes de Levante, mais sonora e com mais recursos, cante que não se baila.

MILONGA:

Cante aflamencado do folclore argentino de origem hispano-americana, do grupo dos Cantes de Ida Y Vuelta. Esteve muito em moda na Espanha entre os anos vinte e quarenta. Não se baila.

MINERA:

Cante com copla de quatro ou cinco versos octossílabos, que provavelmente apareceram nos meados do séc. XIX. Pertence ao grupo dos Cantes de Levante e dentro dele, como seu nome indica, pertence aos chamados Cantes de las Minas, com uma modulação tão definida e marcada como a da Taranta. Sua vertente mais conhecida é a das Minas de La Unión, em Murcia. Não se baila.

MIRABRÁS:

Cante flamenco do grupo das Cantiñas de Cádiz. Cante festeiro, próprio para bailar, vivaz e vibrante. A guitarra o acompanha com igual vivacidade.

MURCIANA:

Cante com copla de quatro ou cinco versos octosílabos que pertencem ao grupo de Levante. Suas raízes vem da zona de Cartagena (Murcia), e tem um importante reflexo na província de Almería.

NANA:

Típica canção empregada para fazer os filhos dormirem. Cante livre que não se ajusta a uma dimensão métrica estável. Não é acompanhada de guitarra e também não se baila. Não é um autêntico cante flamenco, mas simplesmente uma canção folclórica que pode adotar ecos flamencos colaborando com quem o cante.

PETENERA:

Cante flamenco, provavelmente oriundo de Paterna de La Rivera (Cádiz). Canto derivado do folclore andaluz.. Tem som pausado, arrogante, majestoso e sensual com acompanhamento de castanholas ou palmas com ares de tragédia e da força do destino. Este cante está envolto a uma misteriosa lenda cheia de superstição ao ponto de que alguns artistas se neguem a interpretá-lo.
http://www.youtube.com/watch?v=f67igtrSZLE

POLO:

Cante flamenco muito antigo, próximo da Caña. Derivada da família das Soleares.

ROAS:

Cante de origem gitano no qual um grupo de homens e mulheres dispostos em uma roda celebram um ritual com tons religiosos. A roda gira no ritmo dos pandeiros e do cante. É um cante folclórico, muito parecido com a zambra.

ROMANCE:

Cante. Chamado também de corrido ou corrida, se originou de uma entonação especial dos romances populares andaluzes. É interpretado sem acompanhamento, e por isso é considerado por muitos o estilo mais primitivo do flamenco, fonte e manancial de todos os outros estilos de onde procederam as Tonás. Existe uma variante criada por Antonio Mairena ao compasso de Soleá por Bulerias.

ROMERA:

Cante flamenco festeiro do grupo das Cantiñas de Cádiz. Tem o mesmo compasso das Alegrias e apropriado para bailar.

RONDEÑA:

Cante flamenco do grupo dos Cantes Abandolaos (Málaga). Outra forma livre do flamenco. É o mais velho fandango malagueño conhecido e cantado.
http://www.youtube.com/watch?v=XL4UPuZaqyM

ROSAS:

Cante praticamente em desuso. É um cante com copla de quatro versos, do grupo das cantiñas, muito parecido com as Alegrias, provavelmente nasceu em Salúcar de Barrameda.

RUMBAS:

Cante aflamencado do grupo dos Cantes de Ida Y Vuelta. Novamente outra forma livre no flamenco influenciado pelos ritmos do Novo Mundo. Muito popular em todo tipo de festa por ser extremamente sensual e alegremente contagioso e é um dos bailes preferidos da juventude.
http://www.youtube.com/watch?v=il8YWQYQSdE

SAETAS:

Estrofe de ritmo flamenco sobre temas sacros que uma só pessoa canta sem acompanhamento musical em eventos religiosos, especialmente durante as procissões da Semana Santa. Repetidamente se diz que o flamenco é uma oração; a Saeta é uma boa mostra disso. Não se baila.

SEGUIRIYA:

Cante flamenco, trágico, sombrio, dolorido e triste, que a princípio levava o nome de Playera. São os chamados cantos profundos do flamenco. É um dos bailes mais difíceis do flamenco, por causa do caráter do seu compasso, marcado lentamente, e ao estado de espírito emotivo que carrega.
http://www.youtube.com/watch?v=0T8n7X7c6E4

SERRANAS:

Cante flamenco no mesmo grupo das Seguiriyas, porém tocada diferente, com um cante que alude o campo e a serra, melodioso e solene.44
http://www.youtube.com/watch?v=Tk8sex4Qq4g

SEVILLANAS:

Cante e baile folclórico aflamencados de origem andaluza. O baile por sevillanas é vivo e ágil, dinâmico, alegre e variado, com passos diferenciados e precisos, com fins marcados em que a música e o baile acabam simultaneamente deixando os bailarinos imóveis, adotando expressões triunfais e provocativas. O baile é executado em pares formados por homens e mulheres ou tão somente por mulheres. Cada sevillana é dividida em quatro partes, a saber: primeira, segunda, terceira e quarta.
http://www.youtube.com/watch?v=DIv5e2OE_QA (aprendendo parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=0lvWYD5G40w (aprendendo parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=NEw6ZYBQNB8 (aprendendo parte 3)
http://www.youtube.com/watch?v=OJFWMhdthi0 (aprendendo parte 4)

SOLEARES:

No singular, Soleá. Cante flamenco com compasso misto. Possui muitas variantes. Chamada mãe do flamenco, também é um tipo de cante jondo. Sua origem pode estar no séc. XIX, como cante que acompanha a um baile chamado jaleo. Contudo, pouco a pouco foi se convertendo em um cante com identidade própria. Representa com legitimidade a instituição artística dos ciganos. É um dos palos mais ricos do flamenco na atualidade, é executado no compasso ¾ e os cantores profissionais praticam as soleares, com suas variedades e complexidade para agradar aos bons aficionados do flamenco. O baile por Soleá resulta suntuoso e é especialmente apropriado para a mulher pelos muitos movimentos ondulados dos quadris e dos braços garbosos.
http://www.youtube.com/watch?v=QmUMxZkfqvY
http://www.youtube.com/watch?v=0WyLmhv_xb8

TANGOS:

Cante flamenco ao compasso de 4/4 bem marcado, rítmico e alegre. De origem desconhecida, são um dos mais antigos e básicos cantes ciganos. Estilo de dança, música e canto chamado chico, leve. Constituem um ritmo bastante rico e versátil. Como regra comum, o quaternário bem marcado entre o cante usualmente alegre e festeiro é o mais utilizado.

TANGUILLO:

Tango de Carnaval ou Tango de Cádiz. Compasso de 4/4. Estilo de dança e música derivado da mistura do tango com a rumba. É um cante muito gracioso, cheia de graça, airoso. O acompanhamento da guitarra é muito vivo e o baile cheio de sutilezas e improvisações garbosas.

TARANTAS:

Cante flamenco do grupo dos Cantes de Levante ou de Las Minas. Mais um estilo livre no flamenco. É um cante duro, seco, quase áspero, acompanhado de guitarra e não se baila, se escuta.

TARANTOS:

Cante flamenco que pertence ao grupo dos Cantes de Levante. Compasso 4/4. Muito semelhante a Taranta se difere apenas pelo toque da guitarra que o acompanha. O taranto é a forma bailável das tarantas, o baile é majestoso e profundo, com grandes possibilidades de expressão.
http://www.youtube.com/watch?v=YbVO8SKdyPk
http://www.youtube.com/watch?v=rrJdHrOyTxs



TEMPORERAS:

Cante flamenco que se executava nas terras baixas da Andalucía nas épocas de colheita. Cante a palo seco, sem acompanhamento de guitarra.

TIENTOS:

Cante jondo, derivado dos tangos. Com copla de 4 versos octossílabos, seguidos geralmente por um ou vários estribilhos de 3 versos, de medida uniforme. São conhecidos desde a metade deste século, atribuídos a Enrique el Mellizo e divulgados por Manuel Torre. Procede dos Tangos e tem o compasso igual a este, ainda que mais lento, solene, sensual e complicado. Em Cádiz era chamado Tango Tiento, ou seja tango lento. Mais tarde em Sevilla, a expressão se reduziu a Tientos. É um cante bailável, com letras sentimentais e comoventes. Pode ser tão profundo, quanto o seu intérprete desejar, enquanto seus movimentos e sua graça nunca permitirão que seja um baile triste.
http://www.youtube.com/watch?v=AUc_IwuGLco

TONÁS:

Cante flamenco fundamental, o mais primitivo dos conhecidos hoje e verdadeiro tronco originário de todos os outros. É cantado sem guitarra, pertence ao grupo dos Martinetes, Deblas, Carceleras. Música “básica” no flamenco, a mais antiga conhecida. Sua música, sustentada exclusivamente pela voz, é triste e patética, transmitindo com desolação e abatimento o sombrio mundo que apresenta suas letras.

TRILLERAS:

Cante flamenco de origem Andaluza, que se cantava nos trabalhos no campo. Também chamado Cantes de Trilha. Muito difundido na zona de Jerez.

VERDIALES:

Cante flamenco aparentado com o folclore, pertence ao grupo dos Abandolaos. É um fandango regional pertencente ao grupo das malagueñas. São cantados e bailados com som da guitarra, com acompanhamento freqüente de violinos, pandeiros, e castanholas. Usa-se os “pitos” para marcar os compassos. Os verdiales são a mostra mais antiga da música popular malagueña.
http://www.youtube.com/watch?v=cypd9KHj4D4

VIDALITA:

Cante aflamencado, mas pouco flamenca na realidade, tem caráter triste e melancólico, com temas amorosos, que fala quase sempre de desilusões, frustrações. O significado de seu nome seria ¡Oh vida!, ¡Vidita!. É também chamado de cante de ida y vuelta.

VILLANCICO:

Cante flamenco de tema religioso que fala sobre temas natalinos. É um cante vivo, alegre, que transmite mensagem de esperança e que pertence aos grupos dos cantes folclóricos andaluzes aflamencados. Hoje se canta ao som de bulerías.

ZAMBRA:

Festa mourisca com música, alegria e algazarra. Posteriormente, festa dos gitanos andaluzes. Ainda hoje se cultiva a Zambra Granadina, nas Cuevas Del Sacromonte, formada por três bailes de Caráter Mínimo: la Alboreá, la Cachucha, e la Mosca, que simbolizam três momentos da boda gitana. Esta mímica, refletida na dança, pretende preservar uma antiga tradição do baile. São as juergas flamencas que os ciganos fazem em suas casas.
http://www.youtube.com/watch?v=gOZFwSkbkEM
http://www.youtube.com/watch?v=iwUeaxoEwGw

ZÁNGANO DE PUENTE GENIL:

É um estilo de fandango abandolao procedente de uma antiga modalidade folclórica da zona de Puente Genil. Cante muito difundido nos últimos tempos por Fosforito.

ZAPATEADO:

Baile. Consiste em um baile sóbrio de grande presença flamenca, que surge a meados do séc. XIX. É uma combinação rítmica de sons executados com a planta, salto e ponta do pé, e é interpretado por homens. Quando dançado por mulheres, estas usam traje masculino. Atualmente o Zapateado flamenco se intercala na maioria dos estilos, tanto por homens como por mulheres, muitas vezes ficando a guitarra em silêncio, para ressurgir junto com os demais elementos de acompanhamento no momento de sua maior intensidade ou arremate. Sapateado bastante elaborado, com velocidade, alternando um ritmo mais lento, sendo que logo após acelera-se novamente.

ZARABANDA:

Cante abandolao que foi gravado por El Niño Del Genil em 1911, na qual se destacou a interpretação de La Rubia de Las Perlas. Está quase em desuso.

ZORONGO:

Baile interpretado ao compasso de um tango lento, com um cante calmo, tranqüilo. O zorongo foi um típico baile americanos de negros, com grande sucesso em teatros, escolas de baile, festas realizadas na época romântica que já caiu em desuso. Contudo, os gitanos começaram a cultivá-lo no princípio do séc. XX, transformando-o em um palo próprio do repertório de muitos bailaores e guitarristas.


Fonte: Flamenco Brasil
por Andressa Rocha

sexta-feira, 2 de março de 2012

Início das aulas de dança Flamenca no Centro Espanhol de Porto Alegre



Aviso Importante 
O início das Aulas de Flamenco estava previsto para o dia 05 de março, segunda-feira. Entretanto, devido à conclusão de obras de reforma, que serão concluídas na terça, informamos que a primeira Aula será na quarta-feira, dia 07 de março. A aula de segunda será recuperada em outro dia, a combinar.

Obrigada pela compreensão.

Aguardo todas na quarta-feira!

Um abraço
Francine

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Entrevista publicada no site FLAMENCO BRASIL e BAILAR MAGAZINE

Francine La Rubi, filha de Valencianos, de um “pueblo” chamado Picasent, convive com a cultura espanhola desde que nasceu e com o flamenco há 22 anos. Abandonou a carreira de Arquiteta e Urbanista em Madri, para se dedicar ao flamenco de forma madura e profissional aqui no Brasil. Atualmente, administra a Cia Danza Flamenca Francine La Rubi. Traz em sua bagagem 11 anos de vivência na Espanha e uma relação muito especial com o povo cigano. Confira a entrevista concedida à Riatitá – Moda flamenca em Porto Alegre, no Centro Espanhol, onde agora Francine La Rubi ministra suas aulas de flamenco.

RI: De que forma ocorreu seu primeiro contato com o flamenco?
Francine: A cultura espanhola sempre esteve na minha vida, pois minha família é de Valencia e Catalunha. Era de forma natural que eu escutava flamenco e música espanhola, já que fazia parte do cotidiano e do meu entorno. Nos finais de semana, sempre nos reuníamos para comer a paella valenciana que meu pai fazia e ainda faz. Mas acho que foi aos 9 anos quando, realmente, assumi dentro de mim que queria bailar. Mais precisamente em 1988, quando fomos morar na Espanha. Ao regressar ao Brasil, depois da experiência incrível que vivi, comecei a estudar na Casa de España de Porto Alegre, que hoje se chama Centro Espanhol, e nunca mais parei.

RI: Qual foi sua escola de flamenco? Com quem você estudou?
Francine La Rubi
Francine: Minha primeira professora foi a saudosa Tony, da Casa de España de Porto Alegre, que me incentivou muito a bailar e acreditar no meu potencial. Em 1997, quando me mudei para Espanha, comecei a estudar com Maria Magdalena, que me ensinou muita técnica de pés, corpo, giros, braços e castanhola. Também destaco as aulas que fiz com Manuel Reyes, Antonio Reyes e Cristóbal Reyes, cada um com seu estilo mesmo sendo da mesma família, tem formas totalmente diferentes de ensinar e bailar. Fiz aulas com outros maestros, mas acredito que estes foram os que fizeram a diferença na minha forma de bailar. Acho importante dizer que no período em que vivi em Madri, também estudei balé cubano com Dagmara Brown e dança contemporânea no Estúdio de Carmen Senra. Foi uma decisão muito bem pensada, já que existe um momento que você precisa do apoio de outra dança para contribuir no crescimento como bailaor. Não foi fácil, já que estudava com profissionais e eram aulas muito difíceis de acompanhar. Muitas vezes achava que estava perdendo meu tempo porque deixava de fazer aulas de flamenco. Hoje acredito que valeu a pena e que me ajudou muito a conhecer o meu corpo. Acho interessante lembrar que bailaores como Joaquín Cortés, Manuel Reyes, Antonio Reyes, Sara Baras, Adrián Galia, Maria Juncal entre vários outros tem formação profissional de Balé Clássico. Quando vemos estes gênios bailando, às vezes não imaginamos o trabalho difícil e horas de estúdio que tem por trás de tanta perfeição.
RI: Como você define o flamenco?
Francine: Flamenco sem dúvida é uma arte completa e rica em distintos estilos. Ao mesmo tempo em que te proporciona liberdade, impõe limites porque existem parâmetros a seguir. Também acredito que seja uma forma de ver a vida. O flamenco exige muito e se você não levar como estilo de vida, pode acabar sendo um profissional deficiente. Sem dúvida e com toda a convicção posso dizer que sou muito feliz em viver o flamenco e é “mi pareja ideal”. Sou uma eterna apaixonada e defensora do flamenco.

RI: O que você usa para bailar em aula? E no palco? Seu estilo é mais clean, sem babados e estampas, como Sara Baras, ou mais tradicional, como Eva La Yerbabuena?
Francine: Em sala de aula costumo usar uma roupa que me sinta cômoda. Sempre uso um top por baixo das camisetas, que normalmente fazem referencia ao flamenco. Tenho algumas saias que só utilizo para ensaios e uso legging por baixo. Acho lindo o vestuário clean de Sara Baras, que já virou uma característica própria. Acredito que no Brasil as pessoas quando vão ver um show de dança flamenca querem ver a tradicional bailaora flamenca, com flor, peineta e um vestido que caracterize a cultura espanhola, assim eu tento me vestir mais parecida ao estilo de Eva Yerbabuena.

RI: Como foi vivenciar o flamenco nos anos 90 na Espanha? Como era a sua relação com os ciganos?
Francine: Sentia uma magia que agora sinto menos. Quando decidi me mudar para Madri tinha apenas 17 anos, isso foi numa época em que poucos brasileiros tinham a oportunidade de estudar flamenco lá. Para mim o flamenco era como um mistério a ser desvendado. As informações e materiais que recebíamos aqui no Brasil eram poucas. A minha ansiedade por conhecer mais desta arte era imensa. Os discos e fitas que eu escutava eram os que meu pai escutava, que é Valenciano. Quando cheguei a Madri já tinha meus amigos ciganos, que eu tinha conhecido em outra oportunidade, que eram os músicos do Joaquín Cortes, da época do Espetáculo Pasión Gitana. Foram eles que na verdade me introduziram no mundo flamenco de Madrid. Quando não estava na Escuela Amor de Dios estudando, ficava com eles sentada numa praça cantando e bailando. A noite íamos de fiesta pelos bares de flamenco e tablaos, aonde aconteciam as juergas. As mais especiais que vivenciei foram no bar Candela.

RI: Como eram essas juergas?
Francine: Era quando os flamencos e ciganos se juntavam para tocar, bailar e beber. Nas juergas que aconteciam na “Cueva” de Candela, não se podia falar, as formas de se expressar eram cantando, tocando ou bailando. Foi em circunstâncias como esta que tive a oportunidade de conviver com os grandes nomes no flamenco como Paco de Lucia, Sara Baras, Joaquín Cortes, Cristina Hoyos, Antonio Canales, Potito, os Carmona, Estrella y Enrique Morente entre outros. Posso dizer que existia muito sentimento, profundidade e intensidade, nas minhas relações com os artistas e o ambiente flamenco. Os primeiros dois anos que morei em Madri, foram os mais marcantes de todos. Meu relacionamento com o flamenco era total. Foi quando me entreguei 100% ao convívio com os ciganos e a dança. Foi desta relação que surgiu dentro de mim o verdadeiro sentimento ao flamenco.

RI: Fale um pouco sobre este sentimento, como é?
Francine: Posso dizer agora, com minha experiência, que é um amor calmo e maduro, igual como nas relações humanas, sempre se transformam. Demorei muitos anos para que este sentimento se transformasse de uma paixão quase que incontrolável a um sentimento tranqüilo. Agora vivencio o flamenco de maneira mais profissional e realista.

RI: Você estudou na Escola de Flamenco Amor de Dios, uma das mais importantes da Espanha. Como foi sua experiência?
Francine: Tive momentos inesquecíveis e muito bons. Mas era muito triste quando eu não tinha condições financeiras de fazer todas as aulas que eu queria. Quando via aquelas japonesas fazendo 10 horas ao dia de aula, me dava uma dor no coração, porque eu queria ser como elas. O lado bom, que me dedicava 1000% as aulas que eu podia fazer e recebia o reconhecimento dos meus maestros. Na aula da Maria Magdalena, por exemplo, ela me chamava de “Alegría” e sempre me colocava ao seu lado para que fosse a sua repetidora, já que ela, para quem não sabe, dava a aula sentada na sua cadeirinha e com o “bastón” na mão. Nas aulas com Manuel Reyes, que foi meu grande maestro, com quem estudei durante muitos anos, era onde me sentia mais realizada. Muitas vezes a emoção era tanta, que as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Existe uma magia no ar e é percebida por muitos alunos. Posso dizer que as aulas e o convívio diário com o Manuel foram os momentos mais felizes de minha vida e sempre vou estar agradecida por ele ser tão generoso.

RI: Para terminar, quais seus planos para o futuro?
Francine: Seguir ministrando aulas de flamenco no Centro Espanhol e workshops nas outras escolas. Também bailar e coreografar para a Cia de Flamenco Francine La Rubi. Gostaria de começar a divulgar nosso trabalho nos festivais que existem no Brasil. E, com certeza, seguir estudando, e para isso, já estou organizando minha próxima viagem à Espanha.




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Gracias Maestro!

Contamos com a participação, uma vez mais, do maestro Manuel Reyes no workshop de Internacional de dança flamenca aonde ministrou aulas com excelência destreza e humildade. Estudamos segmentos coreográficos como: Soleá por Bulerías, Tangos, Rumba e Bulerías. Foram momentos muito agradáveis e plena satisfação dos alunos. O bailaor logrou transmitir aos participantes o verdadeiro sentimento ao flamenco. Estaremos sempre agradecidos pelo seu carinho  e ensinamentos.


Manuel Reyes e Francine La Rubi

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Conheça o blog da bailaora espanhola MARI PAZ LUCENA


http://maripazlucena.blogspot.com/

Nasce em Granada (Espanha), inicia seus estudos de dança aos sete anos e aos 14 anos da inicio a sua carreira profissional com a artista de renome “Mariquilla” na obra “El Sacramonte y yo”. Realizou seus estudos de dança flamenca com os maestros Mariquilla, Maite Galán, Manolo Marín, Ciro, Mario Maya, “El Güito”, Manolete e Belén Maya. Colaborou em diversas produções artísticas para diferentes companhias de dança como “"El Amargo", "Tres movimientos flamencos" e "El Amor Brujo" de Mario Maya, ”Arte Flamenco” de Juan Andrés Maya, assim como, nas companhias de dança de Güito e Manolete, entre outras. Foi protagonista no filme “Las Mil y una Noches”. Também participou da gravação do DVD "Puro Gallardo" no famoso tablao Casa Patas. Com sua própria companhia realizou turnê por diversos países. Ministrou classes na Cátedra de Flamencología de Granada na academia de Mariquilla, na escola Carmen de Las cuevas, na Fundación Conservatório Flamenco Casa Patas e na sua própria escola Tablao Espacio Flamenco Mari Paz Lucena. Participou em importantes festivais de flamenco, em anos consecutivos 2009 e 2010, Veranos de la Villa - Ciclo de Flamenco en los Jardines de Sabatini e SUMA FLAMENCA.

Realizou workshops internacionais na França, Itália, EUA, Alemanha e Japão. Atualmente, trabalha em sua nova produção que apresentará proximamente em turnê mundial.



 


terça-feira, 7 de junho de 2011

Flamenco y salud. Beneficios del flamenco

Este texto foi publicado por: La guia de flamenco, comunidad on line (En español) e escrito por Francine La Rubi

Muchas son las ventajas que proporciona la práctica del flamenco entre las personas que lo practican, ya sea en un nivel profesional o meramente aficionado. Ejercicios para mejorar físicamente la tonificación o la musculación, ejercicio aeróbicos que mejoran la respiración o como actividad que permite liberar el estrés acumulado.

Francine La Rubi, miembro de la comunidad online en Brasil plasma en un texto que comparte con todos nosotros los beneficios que el flamenco aporta a las personas que lo practican. A continuación os describimos los diferentes beneficios:

Trabajo sobre la concentración.
Concéntrese en los movimientos cada vez que realice los ejercicios, para poder ejecutarlos correctamente. Supere las dificultades motoras y de resistencia muscular a través de la concentración y de la respiración.
Conciencia postural en la danza.
Es esencial mantener la postura erguida durante la ejecución de los ejercicios y en el momento de desarrollar las coreografías. Mantener la prolongación del tronco teniendo en cuenta la posición de las lumbares, y colocación de hombros y clavículas. Estas técnicas ayudan a los estudiantes de flamenco a corregir problemas posturales.
Una manera óptima de liberar el estrés.
Las diferentes ventajas de bailar flamenco superan lo meramente físico, ayudando además a desbloquear emociones, liberando las tensiones o el estrés de lo cotidiano. Puede practicarse a cualquier edad y es una danza extraordinaria que ayuda a mejorar la autoconfianza y la deshinibición.
El baile flamenco mejora su equilibrio y coordinación.
La práctica constante en el baile flamenco ayuda a mejorar su equilibrio, la coordinación y el fortalecimiento
Ejercicios sin sufrimiento.
Muchas personas no pueden llegar a pensar en la rutina de un gimnasio, mucho menos en un esfuerzo físico que les permita ganar musculatura.
El baile flamenco es una danza de ejercicios aeróbicos, de fuerte intensidad, que tonifica y fortalece la musculatura de una manera divertida.

Use la respiración en su favor.
Durante la práctica de los ejercicios respire profundamente para mejorar su rendimiento. Aumentará su capacidad de resistencia muscular en cada clase.
Mejore su rendimiento físico.
Con la práctica regular del flamenco se mejora el riego sanguíneo y se tonifican los músculos flácidos. Podrá sentir como su organismo se fortalece y los niveles de estrés disminuyen. Percibirá como su postura, concentración motora y equilibrio mejoran, proporcionando una sensación de autoconfianza.

Desarrollo de su musicalidad.
Aprenda a moverse con la música acompañando los ritmos del baile flamenco con zapateado, palmas, giros, desplazamientos, movimientos de los brazos, cabeza y manos. Use su cuerpo como un instrumento de música.

El flamenco visto como un arte universal.
Es importante recordar que el flamenco es un estilo musical y un tipo de danza. La cultura del flamenco está asociada principalmente a Andalucía en España. Con el paso de los años el flamenco se ha convertido en un arte universal al alcance de todo el mundo.

La parte terapéutica del flamenco
El flamenco es un arte valiente. Esto queda reflejado tanto en el baile, el cante o el toque y puede llegar a provocar en los artistas una fuerza de tanta energía que lo transporte a un estado espiritual. Siendo esto verdad o no, es un sentimiento positivo que este arte deja dentro de nosotros que nos ayuda a vivir más felices y con más fuerza interior.

Por Francine La Rubi, miembro de la comunidad online en Brasil.
Traducido por La guia de flamenco comunidad online.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

La guía de flamenco

Bailaora Francine La Rubi Participa de la web La Guia de Flamenco, que es una comunidad on line que nace de la voluntad de dar a conocer el maravilloso arte del flamenco. El objetivo se fija en reunir a diferentes colectivos relacionados con el flamenco y su sentimiento, para impulsar los contactos entre profesionales, asociaciones y aficionados ayudando así a divulgar nuestro arte.


Brasil - La guía de flamenco

domingo, 3 de outubro de 2010

Francine La Rubi - Tablao Mari Paz Lucena de Madrid



Bailaoras: Francine La Rubi, Carol Zanforlin y Ana Luisa Hidalgo
Guitarra: Pepe Maya
Palmas: Mari Paz Lucena
Cante: Pedro Jimenez
Local: Espacio Flamenco Mari Paz Lucena - MADRID

A Siguiriya é, entre os cantes, aquele que melhor reflete a dor e o sofrimento em suas letras, em sua melodia. O baile é, da mesma maneira que o cante, um dos mais jondos do flamenco. É seco, sóbrio, solene e não admite adornos fáceis. É interpretado com um compás lento e pausado. Combina passos de punteado com desplantes, que neste caso, são fortes redobles, incluindo a escobilla na parte mediana do baile. O passo fundamental consiste em um andar rítmico, com golpes secos e sonoros que levam o(a) bailaor(a) a avançar e a retroceder sobre o mesmo sítio.